Com tributo a cultura negra, Oskar Metsavaht apresenta uma coleção sem exageros.
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As apostas das marcas Mario Queiroz, Gloria Coelho, Cavalera, Triton, Jefferson Kulig, Iódice, Cori, Alexandre Herchcovitch (fem), Movimento, Reinaldo Lourenço, Reserva, Samuel Cirnansck, Tufi Duek e Animale para o verão 2012
Baseada no Royal Black “um tributo as influências e a estética da cultura negra no Brasil “ e tendo como fio condutor as fotos feitas por Pierre Verger e Sebastião Salgado, a coleção de verão apresentou criações que aludiam faziam uma alusão contemporânea às vestimentas de pescadores, capoeiristas e baianas. Leveza a amplitude de formas foram as bases pelas quais Metsavaht se rendeu à cultura negra.
A Osklen tem um perfil contemporâneo, sofisticado e despojado, através do qual sempre busca usar materiais rústicos e ao mesmo tempo tecnológicos. Nessa coleção não poderia ser diferente. A grife escolheu optou pelo linho, nylon, neoprene, algodão, tricô – com fios metálicos - e pela malha, os quais utilizou junto aos e-fabrics – tecidos e materiais cuja origem e processo de produção respeitem critérios de comércio justo e de desenvolvimento sustentável – como a seda com PET, o tricô de ráfia e a palha, ambos também misturados com a seda.
Para demonstrar o confortável, os modelos masculinos tinham um shape simples, sem exageros. Oskar Metsavaht criou peças frestas para o verão como T-shirts, regatas, shorts e macacões. Ele também apostou em um toque de alfaiataria nas camisas, nas calças mais curtas e de fit justo, além das releituras mais despojadas de paletós que apareceram com e sem mangas.
Já para o feminino as investidas concentraram-se nos macacões; esses vieram com abundância, confirmando a volta da tendência também apresentada no desfile da Iódice no SPFW Verão 2012. As saias e os vestidos longos vieram em sua maioria com uma fenda, enquanto que a cintura alta volta às passarelas em shorts e calças amplas combinadas com blusas e tops despojados e largos. O destaque da coleção foi o macaquinho com decote em V e em tom caramelo feito de palha de seda.
Cores neutras como o branco e o cru, foram as mais usadas na nova coleção da Osklen. Contudo, tons vivos de vermelho, roxo, verde pontuaram os produções lado a lado com o preto que, por sua vez, surgiu em peças inteiras ou aplicado em prints de coqueiro ou gráficos.
Quanto aos acessórios, pulseiras faziam referência às algemas utilizadas pelos escravos e os óculos, ao sol do verão. As plataformas femininas com salto vieram com amarrações e, assim como as sandálias e sapatos masculinos, eram em tons de branco, caramelo, preto e com detalhes dourados.
A maquiagem usada pelos homens e pelas mulheres era com o propósito de dar um “efeito de sol queimado”. Para se chegar a esse resultado, sombra em tom dourado, cílios apenas com curvex, pó de bronzeamento e iluminador foram essenciais. No cabelo, um turbante remetendo aos panos usados pelas negras na cabeça foi a escolha da grife, arrematando a temática.
Sem fugir da essência despojada e sofisticada da Osklen, o estilista Oskar Metsavaht apresentou no SPFW uma releitura da cultura negra para a Primavera Verão 2012 através de calças, macacões e vestidos amplos em cores neutras.
